O futebol supera os obstáculos da vida
Quantas histórias já saíram dos gramados do nosso Brasil? Pérolas como a de Ronaldo Nazário, que jogando pelo Cruzeiro sentou no meio do campo, enquanto o jogo estava paralisado, e urinou. Também tem a ousadia do jogador Renteria que ao fazer um gol, quando defendia o Internacional de Porto Alegre, tirou um cachimbo e uma touca vermelha do calção fazendo homenagem ao mascote do Inter, o Saci.
Nesses gramados também vimos jogadores geniais. Uma dessas lendas épicas é um cambota chamado Garrincha, que com suas pernas tortas, conseguia entortar seus adversários, deixava boquiabertos torcedores e até jogadores dos times rivais. Quanto preconceito sofreu antes de entrar para o mundo dos boleiros. Mané de pernas tortas e dribles desconcertantes.
Um menino chamado Lucas Padilha, quatorze anos de idade, também tem é uma bela história. O garoto é portador de poliomielite (paralisia infantil), e se move com dificuldade através de seu skate e com a ajuda de seus amigos. No entanto, é presença confirmada nos arredores de um campo que fica ao lado de sua casa, ou em qualquer lugar onde se pratique futebol. Porém, não satisfeito em apenas assistir, Lucas, apesar das dificuldades da sua paralisia infantil, também joga futebol, faz até 20 embaixadinhas e ainda consegue fazer passes precisos quando joga com alguns amigos.
A determinação é tanta que a mãe do garoto o acompanha todos os finais de semana e vibra com cada lance do filho boleiro. O jovem cursa sétima série do ensino médio, na escola Julio Flores, no bairro Guajuviras, em Canoas. Os colegas o têm como exemplo de perseverança e dedicação, pois além das embaixadinhas, também, é um excelente aluno. Contou Leandro Castro, amigo de Lucas.
Ao falar sobre futebol, Lucas diz que é a atividade que mais gosta de fazer. “Me sinto leve e feliz, meus amigos me ajudam e eu gosto muito de ficar jogando com todo mundo”, afirma. Além disso, o jovem ajuda a mãe nos afazeres domésticos, como conta sua mãe, Olinda Silva Padilha. “O Lucas me ajuda muito, ele sempre arruma seu quarto, ajuda a lavar a louça, é um menino organizado e educado”, revela.
O jovem sonha um dia poder andar normalmente, mas não fica se lamentando. Apenas aproveita o que temos de mais precioso, a vida.

Muito boa a matéria. Histórias de vida como esta é que nos fazem acreditar na superação de cada obstaculo que nos é apresentados a cada dia e fazendo com que esta juventude tenham esperança e ACREDITAR que EU POSSO UM DIA chegar lá. Parabéns Abraços.