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[Pós-jogo] Cruzeiro guerreiro, Grêmio finalista

fevereiro 28, 2011

O cruzeirista Moacyr Scliar se sentiria orgulhoso pelo Cruzeiro, devido ao grande jogo no estádio Olímpico. No corrido clássico Gre-Cruz, o nosso adversário vendeu muito caro a derrota ao Grêmio, que não fez uma apresentação de gala, mas o necessário para vencer o rival pelo placar de 4×2. Agora, o Tricolor enfrentará o Caxias (que empatou contra o São José, na outra semifinal, por 1×1, no tempo normal e venceu 2×1 nos pênaltis), provavelmente no 9 de março, pela final da Taça Piratini.

O primeiro tempo entre Grêmio e Cruzeiro foi marcado pelo equilíbrio na maior parte do jogo. O time comandado por Leocir Dall’Astra começou a partida com a proposta de se defender com todos os 11 jogadores quando não tivesse a bola e, quando a tivesse em sua posse, partia com velocidade ao ataque, com bom toque de bola. Essa postura surpreendeu, de certa forma, o Tricolor e os gremistas que assistiam ao duelo.

A grande dificuldade do Grêmio para superar a defesa cruzeirista estava pela falta de velocidade na hora de partir ao ataque, toque rápido, inversão de jogo e mais jogadas pelas laterais. Por sua vez, o adversário conseguiu chegar duas vezes na grande área, com Diego Torres, obrigando a Victor a fazer duas belas intervenções.

Foto: Ronaldo Bernardi - ClicEsportes

Quando, porém, as oportunidades gremistas se limitavam a duas cobranças de falta de Rochemback, Gabriel começou a aparecer na partida. Inicialmente, ele deu assistência a Douglas, para o meia arriscar um perigoso chute de longa distância, assustando o goleiro Fábio. No lance seguinte, o lateral mandou uma bola na trave, após tabelinha com André Lima.

O gol do Grêmio, aos 33 minutos, também teve participação de Gabriel. Após receber passe de Douglas, o lateral passa para Borges, que se livrou da marcação e mandou a bola para o gol, fazendo 1×0. Com isso, o contexto do jogo definitivamente mudou, com time de Renato pressionando o adversário. O segundo gol poderia vir aos pés de Carlos Alberto, após bela jogada de Douglas, mas o meia não aproveitou. Assim, a etapa inicial terminou com 1×0.

O segundo tempo começou como o primeiro, com Grêmio pressionando, Gabriel se destacando na direita e Borges mostrando sua periculosidade no ataque. Já os gols não demoraram para surgir. Aos 10 minutos, novamente Borges, após assistência de André Lima, fez 2×0. Tudo seria melhor, se o Cruzeiro não empatasse logo a seguir, com o pequenino Jô se aproveitando da falha da defesa em mais uma jogada aérea e fazer 2×1 aos 11 minutos.

Foto: Fernando Gomes - ClicEsportes

A festa cruzeirista durou muito pouco. No lance seguinte, Carlos Alberto fez bela assistência pata Borges, que chegou a concluir ao gol, mas foi desequilibrado pelo marcador, resultando em pênalti. O próprio camisa 9 cobrou e fez 3×1 aos 15 minutos. Porém, a defesa gremista decidiu, novamente, deixar o jogo mais emocionante, após novo gol em jogada área, desta vez com Léo, tornando o placar em 3×2 aos 18 minutos.

Sem se destacar como se espera, Carlos Alberto deu lugar a Bruno Collaço, para este auxiliar Gilson na esquerda. Todavia, isso não impediu que Victor trabalhasse mais uma vez, em novo chute de Diego Torres. Tudo isso resultou numa grande bronca de Renato aos jogadores, na parada técnica.

Com Escudero em campo, no lugar de André Lima, o Grêmio teve uma boa jogada com os pés do argentino pela direita, driblando o jogador do Cruzeiro e chutando ao gol. Com Collaço, o time de Renato também melhorou consideravelmente no setor esquerdo. Assim, o jogo, que parecia favorável ao Grêmio, ficou ainda melhor, a partir da expulsão de Alberto.

Foto: Ronaldo Bernardi - ClicEsportes

O quarto gol poderia surgir se Douglas não desperdiçasse a clara oportunidade de gol, quando tentou dar de cobertura em vão sobre o Fabio, ao invés de tocar para o Escudero, completamente livre. Ou se acertasse o cabeceio, cara a cara com arqueiro cruzeirista, após excelente cruzamento de Gilson.

No entanto, a terceira substituição ajudaria a matar de vez o Cruzeiro. Com cãibras, Borges deu lugar a Junior Viçosa, que, com apenas cinco minutos em campo, fez bela jogada ao driblar os marcadores e assim sofrer pênalti. Gabriel, que seria o melhor da partida se Borges não fizesse nada menos que três gols, fechou a conta e a partida terminou 4×2 para o Grêmio.

Passado o sufoco, vamos às observações. Primeiro, a defesa segue nos assustando com jogadas aéreas. Não dá para acreditar que o baixinho Jô tenha superado os nossos zagueiros. Bruno Collaço novamente fez o Grêmio crescer pela esquerda; gostei de Escudero, que se movimentou bem; Carlos Alberto não foi ruim, mas segue devendo um futebol mais convincente; Douglas é um grande meia, porém, muito displicente em alguns lances.

Destaque da partida seria Gabriel, que criou as principais jogadas pela direita. No entanto, com Borges fazendo três gols, não há como tirar dele esse título de melhor em campo. Além disso, vale reconhecer que o Cruzeiro fez grande partida, embora o Grêmio tenha facilitado a sua vida. Agora, porém, é pensar na Libertadores, depois voltamos a pensar na Taça Piratini.


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