O futebol supera os obstáculos da vida
Quantas histórias já saíram dos gramados do nosso Brasil? Pérolas como a de Ronaldo Nazário, que jogando pelo Cruzeiro sentou no meio do campo, enquanto o jogo estava paralisado, e urinou. Também tem a ousadia do jogador Renteria que ao fazer um gol, quando defendia o Internacional de Porto Alegre, tirou um cachimbo e uma touca vermelha do calção fazendo homenagem ao mascote do Inter, o Saci.
Nesses gramados também vimos jogadores geniais. Uma dessas lendas épicas é um cambota chamado Garrincha, que com suas pernas tortas, conseguia entortar seus adversários, deixava boquiabertos torcedores e até jogadores dos times rivais. Quanto preconceito sofreu antes de entrar para o mundo dos boleiros. Mané de pernas tortas e dribles desconcertantes.
Um menino chamado Lucas Padilha, quatorze anos de idade, também tem é uma bela história. O garoto é portador de poliomielite (paralisia infantil), e se move com dificuldade através de seu skate e com a ajuda de seus amigos. No entanto, é presença confirmada nos arredores de um campo que fica ao lado de sua casa, ou em qualquer lugar onde se pratique futebol. Porém, não satisfeito em apenas assistir, Lucas, apesar das dificuldades da sua paralisia infantil, também joga futebol, faz até 20 embaixadinhas e ainda consegue fazer passes precisos quando joga com alguns amigos.
A determinação é tanta que a mãe do garoto o acompanha todos os finais de semana e vibra com cada lance do filho boleiro. O jovem cursa sétima série do ensino médio, na escola Julio Flores, no bairro Guajuviras, em Canoas. Os colegas o têm como exemplo de perseverança e dedicação, pois além das embaixadinhas, também, é um excelente aluno. Contou Leandro Castro, amigo de Lucas.
Ao falar sobre futebol, Lucas diz que é a atividade que mais gosta de fazer. “Me sinto leve e feliz, meus amigos me ajudam e eu gosto muito de ficar jogando com todo mundo”, afirma. Além disso, o jovem ajuda a mãe nos afazeres domésticos, como conta sua mãe, Olinda Silva Padilha. “O Lucas me ajuda muito, ele sempre arruma seu quarto, ajuda a lavar a louça, é um menino organizado e educado”, revela.
O jovem sonha um dia poder andar normalmente, mas não fica se lamentando. Apenas aproveita o que temos de mais precioso, a vida.
[Pré-jogo] A primeira decisão do Gauchão

Taça no armário e adversário chato
A Taça Piratini pode não ser um título em si, já que se trata de apenas um turno do Campeonato Gaúcho. Alguns, sequer valorizam o estadual, quanto menos um troféu que simboliza a metade dele. Porém, se é caneco no armário, cabe ao Grêmio briga para trazer mais um. Esse é o pensamento de todo clube grande, aquele deseja sempre ganhar, sem quaisquer desculpinhas se é regional ou final de turno.
É com esse pensamento que o Grêmio deve entrar em campo e os gremistas em lotar o Olímpico na noite desta quarta-feira, às 21h50. O jogo vale a Taça Piratini, mas também simboliza tranqüilidade para seguir em frente na Copa Libertadores da América e na Taça Farroupilha, sem grande pressão. Para isso, é essencial uma vitória sobre o Caxias, que faz uma final justa, uma vez que é o segundo melhor time do Gauchão neste momento.

Na fase de grupos da Taça Piratini, deu Grêmio, por 2x1, com gols de Douglas e Vilson / Foto: AE
Além disso, ter o Caxias como adversário serve de alerta, embora o respeito deva ser dado a qualquer rival. Porém, o time grená cresce contra o Grêmio, já nos venceu antes e sempre impõe dificuldades ao Tricolor, como no estadual de 2007, quando o time de Mano Menezes teve de se recuperar de uma derrota de 3×0 na Serra. Em 2000, perdemos a decisão para eles.
Logo, assim como o Juventude era aquele time chato para o Inter, o Caxias é o nosso “adversário mala” no regional. Portanto, somando histórico e qualidade do time atual (que não deve ser desprezada), não tenho dúvidas de que se houver salto alto por parte da equipe de Renato, podemos sim perder essa final, o que provocará em maior pressão na Taça Farroupilha
Time para a final

William Magrão é uma das opções de Renato / Foto: AE
Renato não poderá contar com Adilson, que se recupera de uma lesão ligamentar no tornozelo. Para o seu lugar, especula-se em Fernando ou William Magrão, embora não descarte a entrada de Lúcio. Na zaga, Rafael Marques deve ser o substituto de Paulão e ser o companheiro de Rodolfo. De resto, nenhuma novidade: Victor no gol; Gabriel e Gilson nas laterais; Rochemback, Douglas e Carlos Alberto no meio; André Lima e Borges no ataque.
Tanto William Magrão como Fernando são opções que podem, não apenas substituir Adilson nessa partida, como ameaçar a sua titularidade. Ninguém questiona a capacidade do alemão em recuperar a bola, mas ainda deve na saída de jogo. Nesse quesito, Magrão é mais jogador, enquanto que Fernando é jovem e pode perfeitamente se adaptar a essa função. Logo, qualquer um dos dois pode substituir a altura Adilson.

Lúcio pode ser banco no jogo desta quarta-feira / Foto: Edu Andrade-Gazeta Press
Sobre a possibilidade de entrar com Lúcio, mantendo Douglas e Carlos Alberto, teria como vantagem do último atuar mais livremente ao ataque, sem se preocupar em marcar. Contudo, questiono o poder de marcação, com apenas Rochemback segurando as pontas no meio-campo, assim sobrecarregando a si e a zaga. Então, não me parece a melhor opção. Se Lúcio já se encontra em condições de jogo, Carlos Alberto é banco. Se ainda não é está bem para começar a partida, então fica no banco.
Meu time para a partida diante do Caxias seria com 4-4-2, sem o losango aplicado por Renato nos últimos jogos. De forma bem simples: Victor; Gabriel, Rafael Marques (haverá discórdias, sei disso), Rodolfo, Collaço (mas Renato deve seguir com Gilson); Carlos Alberto (se Lúcio estiver 100%, entra), William Magrão (ou Fernando), Rochemback, Douglas; André Lima e Borges. Fora isso, vamos atrás de mais uma taça nesta quarta-feira.
Um garoto que já vale 60 milhões de Euros

Foto: AP Photo
Andrigo, 16 anos, ainda é um garoto com espinhas e usa corte de cabelo que se assemelha a Justin Bibier, jovem astro americano. Mas já tem status de estrela nas bases do Beira-rio. O atleta foi assediado por Barcelona e Manchester United, mas preferiu continuar em Porto Alegre.
Hoje, a promessa colorada completa 16 anos e assinará o primeiro contrato profissional, que será de três anos com opção de renovação automática por mais dois. Representantes do clube gaucho estão com ele na Granja Comary, onde ele esta concentrado com a seleção brasileira sub-17. A mãe do meia colorado estará no Beira-rio para finalizar a negociação, que vai estipular em 60 milhões de Euros a multa rescisória do jogador.
Status Andrigo já tem, e o ganhou na bola. Pelo futebol, na Copa de 2014, ele pode ser mais um jovem talento na seleção brasileira, vai estar com 19 anos. Mas agora é aguardar, pois só o tempo ira dizer como será esse prospecto de craque.
[Pós-jogo] Cruzeiro guerreiro, Grêmio finalista
O cruzeirista Moacyr Scliar se sentiria orgulhoso pelo Cruzeiro, devido ao grande jogo no estádio Olímpico. No corrido clássico Gre-Cruz, o nosso adversário vendeu muito caro a derrota ao Grêmio, que não fez uma apresentação de gala, mas o necessário para vencer o rival pelo placar de 4×2. Agora, o Tricolor enfrentará o Caxias (que empatou contra o São José, na outra semifinal, por 1×1, no tempo normal e venceu 2×1 nos pênaltis), provavelmente no 9 de março, pela final da Taça Piratini.
O primeiro tempo entre Grêmio e Cruzeiro foi marcado pelo equilíbrio na maior parte do jogo. O time comandado por Leocir Dall’Astra começou a partida com a proposta de se defender com todos os 11 jogadores quando não tivesse a bola e, quando a tivesse em sua posse, partia com velocidade ao ataque, com bom toque de bola. Essa postura surpreendeu, de certa forma, o Tricolor e os gremistas que assistiam ao duelo.
A grande dificuldade do Grêmio para superar a defesa cruzeirista estava pela falta de velocidade na hora de partir ao ataque, toque rápido, inversão de jogo e mais jogadas pelas laterais. Por sua vez, o adversário conseguiu chegar duas vezes na grande área, com Diego Torres, obrigando a Victor a fazer duas belas intervenções.

Foto: Ronaldo Bernardi - ClicEsportes
Quando, porém, as oportunidades gremistas se limitavam a duas cobranças de falta de Rochemback, Gabriel começou a aparecer na partida. Inicialmente, ele deu assistência a Douglas, para o meia arriscar um perigoso chute de longa distância, assustando o goleiro Fábio. No lance seguinte, o lateral mandou uma bola na trave, após tabelinha com André Lima.
O gol do Grêmio, aos 33 minutos, também teve participação de Gabriel. Após receber passe de Douglas, o lateral passa para Borges, que se livrou da marcação e mandou a bola para o gol, fazendo 1×0. Com isso, o contexto do jogo definitivamente mudou, com time de Renato pressionando o adversário. O segundo gol poderia vir aos pés de Carlos Alberto, após bela jogada de Douglas, mas o meia não aproveitou. Assim, a etapa inicial terminou com 1×0.
O segundo tempo começou como o primeiro, com Grêmio pressionando, Gabriel se destacando na direita e Borges mostrando sua periculosidade no ataque. Já os gols não demoraram para surgir. Aos 10 minutos, novamente Borges, após assistência de André Lima, fez 2×0. Tudo seria melhor, se o Cruzeiro não empatasse logo a seguir, com o pequenino Jô se aproveitando da falha da defesa em mais uma jogada aérea e fazer 2×1 aos 11 minutos.

Foto: Fernando Gomes - ClicEsportes
A festa cruzeirista durou muito pouco. No lance seguinte, Carlos Alberto fez bela assistência pata Borges, que chegou a concluir ao gol, mas foi desequilibrado pelo marcador, resultando em pênalti. O próprio camisa 9 cobrou e fez 3×1 aos 15 minutos. Porém, a defesa gremista decidiu, novamente, deixar o jogo mais emocionante, após novo gol em jogada área, desta vez com Léo, tornando o placar em 3×2 aos 18 minutos.
Sem se destacar como se espera, Carlos Alberto deu lugar a Bruno Collaço, para este auxiliar Gilson na esquerda. Todavia, isso não impediu que Victor trabalhasse mais uma vez, em novo chute de Diego Torres. Tudo isso resultou numa grande bronca de Renato aos jogadores, na parada técnica.
Com Escudero em campo, no lugar de André Lima, o Grêmio teve uma boa jogada com os pés do argentino pela direita, driblando o jogador do Cruzeiro e chutando ao gol. Com Collaço, o time de Renato também melhorou consideravelmente no setor esquerdo. Assim, o jogo, que parecia favorável ao Grêmio, ficou ainda melhor, a partir da expulsão de Alberto.

Foto: Ronaldo Bernardi - ClicEsportes
O quarto gol poderia surgir se Douglas não desperdiçasse a clara oportunidade de gol, quando tentou dar de cobertura em vão sobre o Fabio, ao invés de tocar para o Escudero, completamente livre. Ou se acertasse o cabeceio, cara a cara com arqueiro cruzeirista, após excelente cruzamento de Gilson.
No entanto, a terceira substituição ajudaria a matar de vez o Cruzeiro. Com cãibras, Borges deu lugar a Junior Viçosa, que, com apenas cinco minutos em campo, fez bela jogada ao driblar os marcadores e assim sofrer pênalti. Gabriel, que seria o melhor da partida se Borges não fizesse nada menos que três gols, fechou a conta e a partida terminou 4×2 para o Grêmio.
Passado o sufoco, vamos às observações. Primeiro, a defesa segue nos assustando com jogadas aéreas. Não dá para acreditar que o baixinho Jô tenha superado os nossos zagueiros. Bruno Collaço novamente fez o Grêmio crescer pela esquerda; gostei de Escudero, que se movimentou bem; Carlos Alberto não foi ruim, mas segue devendo um futebol mais convincente; Douglas é um grande meia, porém, muito displicente em alguns lances.
Destaque da partida seria Gabriel, que criou as principais jogadas pela direita. No entanto, com Borges fazendo três gols, não há como tirar dele esse título de melhor em campo. Além disso, vale reconhecer que o Cruzeiro fez grande partida, embora o Grêmio tenha facilitado a sua vida. Agora, porém, é pensar na Libertadores, depois voltamos a pensar na Taça Piratini.

[Pré-Jogo] Gauchão’11: Obrigação no Gre-Cruz

Lúcio novamente será desfalque no Grêmio / Foto: Lucas Rizzatt - ClicEsportes
Com uma pausa para a Libertadores, o Campeonato Gaúcho volta a ser o foco do time de Renato Portaluppi. A equipe que enfrentará o Cruzeiro, no saudoso clássico Gre-Cruz, pelas semifinais da Taça Piratini no estádio Olímpico, deverá ser quase o mesmo que esteve diante do Junior Barranquilla nesta quinta-feira (24). Ou seja, a provável escalação é formada por Victor; Gabriel, Rodolfo, Rafael Marques e Gilson; Rochemback, Adilson, Carlos Alberto e Douglas; Borges e André Lima.
Novamente, Lúcio será um dos desfalques da equipe. Ele foi a principal ausência gremista na Colômbia, fazendo com que o time perdesse qualidade e velocidade na criação no meio-campo. Resta torcer para que o jogador, que se recupera das dores no joelho direito, consiga se reabilitar a tempo para a partida de quinta, contra o León de Huánuco.
No seu lugar, Carlos Alberto receberá mais uma chance. Todos sabemos que ele tem qualidade, pode ser facilmente um dos melhores jogadores do futebol gaúcho e um dos destaques gremistas. No entanto, precisa colocar a cabeça no lugar. Contra o Junior, vimos um jogador que prendia a bola excessivamente e ainda cometia uma falta atrás da outra, como se pedisse para ser expulso. Contra o Cruzeiro, espera-se atuação melhor.

Apesar de ser grata surpresa, o Grêmio segue com obrigação de superar o Cruzeiro / Foto: Diego Vara - ClicEsportes
Carlos Alberto é peça-chave para ajudar Douglas a municiar os pés de André Lima e Borges. Essa dupla ainda merece ser testada mais vezes, porém, sem alguém que aproxime a bola para eles, então tal formação se torna em vão.
Sobre Gilson, sempre há um risco de criticá-lo e na partida seguinte nos surpreender. Ótimo se isso ocorrer neste domingo, mas ele precisa ser regular. Caso contrário, Bruno Collaço pedirá passagem na lateral-esquerda. No outro lado, ainda espero aquele Gabriel de 2010, que se tornou um dos melhores laterais-direito do futebol brasileiro. Embora não esteja ruim, ele ainda pode muito mais.
Quanto ao Cruzeiro, cabe o nosso total respeito em campo, assim como qualquer adversário. Porém, será uma grande zebra se o Grêmio não se classificar para a final da Taça Piratini. O time cruzeirista surpreendeu duas vezes o Inter, mas é preciso reconhecer que este estava com seu time alternativo. Logo, diria que é obrigação a classificação, assim como seria contra qualquer time. Essa é a responsabilidade da dupla Grenal em jogos do Gauchão.
D’Alessandro renovará com o Inter até 2014
Cérebro do time, ídolo da torcida, o craque que diziam que iria sair do Beira Rio neste ano, vai renovar com o Inter até 2014. Ótima noticia para uma torcida que não imagina a equipe sem o D´Alessandro. El Cabezon, com a renovação, mostra o amor que sente pelo clube.
A multa rescisória do meia bate na casa dos 50 milhões de euros para o Exterior. Em Buenos Aires, o vice de futebol colorado, Roberto Siegmann, encabeça as negociações com o procurador de D’Alessandro, Matías Audao. Tratam dos detalhes da ampliação do contrato. Então, caso D’Alessandro volte a ser chamado para a seleção argentina, ele jogará a Copa como atleta do Inter.
Já pensou Porto Alegre sediar um jogo da Argentina e o D´Ale estar no Inter? Seria um grande espetáculo.
Derrota que não abala

Foto: Fernando Vergara, AP
Na partida teoricamente mais complicada da fase de grupos, não deu para trazer os três pontos da cidade de Barranquilla. O time começou avassalador, mas recuou desmesuradamente na primeira etapa. Apesar de jogar melhor no segundo tempo, o Junior virou e garantiu a liderança momentânea do grupo 2 da Libertadores. Também tivemos uma arbitragem horrível do mexicano Marco Antonio Rodríguez Moreno.
O Grêmio começou muito bem nos 10 minutos iniciais por meio de marcação na área do Junior e tocando muito bem a bola. Foi exatamente assim que o Borges, ainda aos cinco minutos de bola rolando, fez o primeiro gol, com um lance que se originou de uma bola roubada por Rochemback, assim sobrando para Douglas tocar para o camisa 9 chutar ao gol de Rodrígues.
O grande problema, porém, foi que o time de Renato parou de jogar a partir dos 10 minutos. Aos poucos, o Junior foi melhorando, através de toques rápidos e inversão de jogo. Principalmente, os colombianos perceberam que no lado esquerdo, havia uma avenida. As principais jogadas dos anfitriões passavam pelo setor do Gilson, que estava completamente perdido em campo. Foi assim que os donos da casa empataram, com Hernandez, livre, pela esquerda aos 27 minutos.
Pior do que Gilson, Carlos Alberto esteve numa noite para ser esquecida. O meia prendia a bola em demasia e não conseguia marcar sem cometer faltas. O jogador levou cartão amarelo aos 18 minutos e continuou cometendo infrações arriscadas a ponto de correr o risco de ser expulso a qualquer momento.
Assim, Renato sacou Carlos Alberto para a entrada de Bruno Collaço, o que solucionou dois problemas: a de evitar uma expulsão precipitada e arrumar a marcação pelo lado esquerdo. Deu certo, Collaço atuou mais próximo ao meio, dando cobertura ao Gilson. Isso foi o bastante para o Grêmio melhorar nos instantes finais.

Foto: Fernando Vergara, AP
Para o segundo tempo, o Grêmio voltou aos gramados tocando a bola para valorizá-la e quebrar o ritmo do Junior. Deu certo, pois evitou a pressão dos donos da casa. Caso o árbitro mexicano não fosse tão caseiro e ruim, o Tricolor até poderia sair na frente, num pênalti escandaloso em Borges, que é puxado pela camisa aos 11 minutos.
Com o Grêmio tocando e marcando mais, a torcida do Junior esfriou, junto com o próprio time, sem aquela pressão sofrida ainda no primeiro tempo. No entanto, faltou o time gremista chutar fora da área. Exceto pelo quase originou um gol histórico de Rodolfo, quando viu o goleiro Rodríguez adiantado e, antes do meio de campo, chuta. A bola quicou e saiu sobre a goleira.
Infelizmente, no lance seguinte, o Junior virou o jogo, em cobrança de escanteio de Hernandez (principal nome dos anfitriões), com Jhon Viáfara chegando antes de Rodolfo para mandar a bola para as redes aos 28 minutos. Com a desvantagem no placar, o Grêmio se viu obrigado a sair para o jogo.
Logo, o Grêmio passou a pressionar o Junior, que por sua vez buscava os contragolpes. Todavia, sem o gol, o que incentivou Renato a mexer na equipe. Primeiro saiu André Lima, nervoso, para a entrada de Junior Viçosa. Já no final, Gilson deu lugar a Vinicius Pacheco. Em vão, uma vez que o árbitro, para encerrar a sua atuação bisonha, deu apenas um minuto de acréscimo, mesmo que o Junior tenha parado bastante a partida, seja por seus jogadores, seja pela demora dos gandulas em repor as bolas.
Apesar do revés, sigo confiante que o Grêmio termina o Grupo 2 como líder, mas é preciso melhorar pegar alguns aprendizados. Bruno Collaço provou que não pode ser reserva de Gilson. O time também precisa aprender a arriscar mais chutes de longa distância e ser mais veloz nos contragolpes. No entanto, a chave não das mais difíceis e nem o Junior aparenta aprontar no jogo no Olímpico. Seguimos fortes, embora ainda seja necessário melhorar.
Ficha técnica – Libertadores 2011 – Grupo 2 – 2ª rodada
Junior 2 x1 Grêmio
JUNIOR
Rodriguez; Jossimar Gomez, De Almeida, Macías e Fawcett; Garcia, Viáfara, Hernández e Cortez (Cárdenas depois Barahona); Bacca e Paez (Juan Valencia).
Técnico: Óscar Héctor Quintabani
GRÊMIO
Victor, Gabriel, Paulão, Rodolfo e Gilson (Vinicius Pacheco); Rochemback, Adilson, Carlos Alberto (Bruno Gollaço) e Douglas; André Lima (Júnior Viçosa) e Borges.
Técnico: Renato Portaluppi
Gols:
Junior: Giovanni Hernández (27min/1ºT), Viáfara (28min/2ºT)
Grêmio: Borges (4min/1ºT)
Cartões Amarelos:
Junior Cortez, Garcia
Grêmio: Adilson, Carlos Alberto, André Lima
Árbitro: Marco Antonio Rodríguez Moreno (MEX)
Assistentes: Marvin Torrentera (MEX) e José Luis Camargo (MEX)
Local: Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, Barranquilla
Data: Quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011.
Estádio gaucho para a Copa de 2014
Então, só para esclarecer, o presidente do Internacional se encontrou, hoje à tarde, com Orlando Silva, ministro dos esportes, além deles estavam presentes o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, e o secretário estadual dos Esportes, Kalil Sehbe. Ainda estiveram no Beira-Rio o secretário extraordinário municipal da Copa de 2014, João Bosco Vaz, e uma comitiva de parlamentares. A informação foi de que o Beira Rio será a sede da Copa das Confederações, em 2013, e conseqüentemente da Copa de 2014.
Outra informação importante é de que os funcionários da construtora OAS, responsável pelas obras da Arena Grêmio, estão em greve, reivindicando aumento nos salários e melhores condições de trabalho. Sendo assim, já percebemos que os boatos sobre qual o estádio será a sede da Copa não passam de simples boatos.
Goleada e paz, por enquanto…
Jogo nervoso, chuva fina, time com desfalques importantes, torcida bufando e Roth na guilhota do Beira Rio. Parecia que a noite se transformaria em um filme de terror, mas não foi. O Internacional superou um convicente Jaguares por 4 x 0 e deu duas semanas de “tranquilidade” para o time e para o técnico Celso Roth.
Não foi uma apresentação tão boa, mas o time colorado soube se impor sobre o adversário. Sem a presença de D ´Alessandro, que se machou no treinamento de domingo, a equipe colorado perdeu em posse de bola e passou a fazer muitos lançamentos da defesa para o ataque. Até que Zé Roberto resolveu aparecer no jogo e assumir a responsabilidade de estar substituindo o cerebro do time. Com boa movimentação ajudou o Inter a empurrar o Jaguares e abrir o placar aos 19 minutos do primeiro tempo com Bollatti. Depois disso o time colorado teve maior controle do jogo.
Falando em Bollatti, ele realmente mostrou a que veio, e com certeza é para ser idolo da torcida. Além de ser um marcador nato, tem uma ótima saida de jogo e, acreditem se quiser, um volante é o goleador do time na Libertadores. Sorte ou o Roth previu isso? Uma coisa interessante é que ele comemora igual ha um certo idolo do Inter, Falcão.
Vaias
Já estava no segundo tempo e o time ganhava de 2 x 0, foi quando quando a torcida começou a vaiar Celso Roth, o chamando de burro. Logo depois, em uma cobrança perfeita de Zé Roberto o goleiro espalmou Cavenaghi pegou a sobra e mandou na trave, mas o iluminado Leandro Damião estava lá para empurrar a bola para o fundo da rede, 3 x 0 e calmaria nas arquibancadas.
Então o técnico resolveu substituir Leandro Damião por Oscar, promessa colorada que saiu das bases do São Paulo. Não deu em outra, um golaço do meio da rua e um passaporte para a seleção principal (Mano Menezes estava no estádio assistindo os jogadores colorados), o menino fez seu primeiro gol pelo time principal do Inter. Mas já havia se destacado na seleção brasileira sub-20, que conquistou a vaga para as olimpíadas de 2012.

Outra grata surpresa foi o goleiro Lauro, que teve uma atuação de luxo. Demonstrando muita segurança o arqueiro fez duas importantes defesas, ainda no primeiro tempo, e saiu muito aplaudido pela torcida colorada. Creio que o Inter “achou” o seu novo – velho goleiro.
Com todos os ingredientes possíveis e imprevisíveis a partida em Porto Alegre foi para espantar a urucubaca e trazer paz para as próximas duas semanas de trabalho, aonde o Inter vai apenas treinar para o segundo turno do Gauchão Coca Cola e Libertadores da América.
Bola da vez: Roth
Hoje, o atual campeão da libertadores estréia diante de sua torcida. O estádio estará lotado, a chance de vitória colorada é de mais de 90%, mas existem aqueles que estão torcendo para um tropeço, os gremistas é obvio, e os colorados a surpresa. Siegmann deixou claro que diante de um resultado negativo não hesitara na mudança do comando vermelho. Pelo menos sabemos que o homem é de palavra, vendo o que foi feito com o extinto time B ou C, na realidade.
Entre a partida de hoje e as duas semanas seguintes, onde o Inter não ira atuar, serão cruciais para a continuidade ou o fim da era Roth. Creio que ele continue, mas a pressão será do tamanho do gigante. Parte da torcida esbraveja com o esquema adotado pelo técnico, mas a atuação no Equador mostrou que o time teve solidez na defesa e muitas chances na frente, só que os gols não saíram. Então, vamos ficar de olho no jogo, no Celso, e claro, na reação da torcida.
Mano no Beira Rio
Os jogadores colorados terão um ânimo a mais para jogo desta noite, o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, vai assistir ao jogo no estádio. O objetivo do treinador será conferir quem no plantel colorado pode ser opção para defender o Brasil no amistoso com a Escócia, marcado para o dia 27 de março no Emirates Stadium, em Londres. A convocação será anunciada na semana que vem. O garoto Leandro Damião é um dos mais cotados a ser convocado para a seleção. Tomara que ele demonstre isso hoje.





