Grêmio 4 x 2 Barueri – 37ª Rodada do Campeonato Brasileiro 2009
Fechamos um ano invicto no Estádio Olímpico e junto a tal feito simbólico, veio conseqüentemente à derrota do Barueri, no qual nos proporcionou a ocupação da sétima colocação e a decisão do campeonato Brasileiro 2009. Decisão? Se perdermos para o Flamengo, o titulo ficará com tal. Se empatarmos ou ganharmos, a taça é erguida pelo nosso co-irmão.
No primeiro tempo era visível que o Grêmio entrou em vantagem, tanto que logo aos seis minutos a rede foi balançada por Douglas Costa. O Barueri até tentou reagir, mas a bola de Val Baiano parou no travessão. Contudo, o Grêmio mostrou sua superioridade dentro de casa e se restabeleceu. Com Adilson aos 18 e Souza aos 32 minutos, o Grêmio ampliou o placar tendo tranqüilidade ao decorrer da primeira etapa.
No segundo tempo o Grêmio voltou com Tcheco no lugar do garoto Maylson, mas foi o time visitante que ganhou destaque nessa etapa. Com o pênalti assinalado em Flavinho, falta feita por Fábio Rochemback, o Barueri diminui a vantagem. Val Baiano chutou forte no meio e marcou.
Após tal ato, o rendimento caiu. Sem chances e muitos desperdícios. Como se não fosse pouca vergonha, o time acaba sofrendo mais um gol. Thiago Humberto despistou Victor, passando por tal e mandando para Val Baiano concluir. Para a esperança do torcedor, acabou-se por ai. Nos minutos finais ainda houve uma pressão do Barueri, mas foi o Grêmio que acabou concluindo, após o gol de Maxi López, a vitória foi decretada.
Ficha Técnica – Grêmio 4 x 2 Barueri – 37ª Rodada do Campeonato Brasileiro 2009
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS).
Árbitro: Péricles Bassols Cortez-RJ.
Cartões amarelos: Fábio Santos, Fábio Rochemback (Grêmio); Ralf, Daniel Marques, Éverton (Barueri).
Gols: Douglas Costa, aos 6′/1T, Adílson, aos 18′/1T, e Souza, aos 32′/1T. Máxi López, aos45′/2T (Grêmio). Val Baiano, aos 12′/2T e aos 33′/2T (Barueri).
Grêmio
Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Rever, Fábio Santos; Adílson, Fábio Rochemback (Herrera), Douglas Costa (Túlio), Maylson (Tcheco), Souza; Maxi López.
Técnico: Marcelo Rospide.
Barueri
Renê; Daniel Marques, Leandro Castan, Xandão; Éder, Márcio Hahn, Ralf, Éverton (Cléverson), Flavinho (William); Thiago Humberto, Val Baiano.
Técnico: Luiz Carlos Goiano.
Pena que não deu… de novo
Temos que, nesta reta final, nos dar por satisfeitos e ficarmos contentes com o resultado diante do Sport que nos coloca novamente, depois de dois anos, na Libertadores. Não acho que o momento seja para comemorar, até porque quem comemora vaga é flanelinha, mas temos, sim, que lamentar devido a mais um vice-campeonato – ou 3º ou ainda 4º lugar neste Brasileirão.
Sim, lá vem corneta! Pois era o título da era dos pontos corridos mais fácil de conquistar. O que faltou? Talvez a mesma garra que os jogadores tiveram nas primeiras e últimas partidas do campeonato.
O gfpa não vai entregar para Flamengo e nos deixar com o título. Ainda temos o Santo André pela frente, jogo em que dificilmente perderemos. Mas mesmo assim é jogo para encher a casa. Lotar o Beira.
Agradecimento especial, nesta reta final, para o Goiás, de Fernandão, nosso eterno Capitão e ao Iarley. Seguraram o spfc. Pelo menos o título não fica com eles novamente. O Flamengo já pode levar a taça para a Gávea, e sua enorme torcida pode contar as músicas que imitam da Popular do Inter.
O título é do Flamengo.
Mas ainda quero destacar um jogador brilhante, não por ter técnica refinada ou algo parecido, mas por fazer gols decisivos. Andrezinho. É o cara da bola parada, referência neste tipo de jogada e que deve ficar no grupo para 2010, quando a direção não deve pensar duas vezes e dispensar o D’Alessandro.
Apesar da vitória sofrida diante do Sport, vi garra no time e isso será fundamental na LA 2010.
E quanto ao Brasileirão?
Pena que não deu. De novo. E isso já virou rotina.
Um título possível
O campeonato Brasileiro de 2009 talvez seja um dos mais malucos de todos os tempos no nosso futebol. Equilibrado e recheado de surpresas, ele teve a capacidade de transformar um aspirante a Libertadores em candidato. Tudo em apenas duas rodadas. A bola da vez foi o Internacional, que já havia postergado a busca do tetracampeonato para 2010. Agora reaparece como a fênix e, de certa forma, reacende a esperança por um final feliz no ano do seu centenário.
Mais uma vez bem escalado, o Inter demonstrou determinação em Belo Horizonte. A decisão contra o Atlético-MG suscitava dúvidas a respeito da atuação da equipe, mas a estratégia de Mário Sérgio funcionou como nunca havia funcionado antes. A zaga composta por Danilo Silva, Índio, Bolívar e Kléber não deixou que o time de Celso Roth chegasse na meta de Lauro.
O gol de Giuliano foi a única aparição significativa da ofensiva colorada. O suficiente para calar as 40 mil almas que estiveram no Mineirão. Ali, enquanto o jovem meia estufava as redes de Carini, o Internacional deixava evidente a sua principal característica no campeonato inteiro: a de surpreender.
Sandro e Guiñazu foram espetaculares e fizeram com que Diego Tardelli retornasse ao meio-campo para armar jogadas. Tarefa que deveria ser de Ricardinho, que pouco ou nada fez em toda partida. Concentrado, o colorado armou um ferrolho monumental e em nenhum instante correu risco de perder o jogo. Tinha o seu adversário sob controle.
A performance colorada se apresentou menor da que normalmente se espera de um Clube como o Internacional. Contudo, o resultado fala por si e não apenas consolidou a posição no G4, como também colocou o time gaúcho novamente na briga pelo título do Brasileirão.
Nos dois próximos compromissos – Sport e Santo André – o Inter precisará ser mais ousado. A briga passou a ser outra e recomenda ambição à Academia do Povo. Com os possíveis tropeços de São Paulo e Flamengo, o Inter deverá retornar à liderança no momento chave da competição. É a hora para tentar tudo e querer mais.
O Inter hoje e amanhã
Cansei de, desde o ano de 2007, ter de projetar o ano seguinte do Inter. Mas para 2010 ainda há uma esperança de Libertadores e ela passa sem qualquer sombra de dúvidas pelo jogo mais importante do time nesta temporada, contra o Galo Mineiro no próximo domingo. Mais importante do que as duas desastrosas partidas da final da Copa do Brasil contra o Curintia.
Foi o que restou a torcida vermelha, rezar para que a vaga da LA 2010 venha. Mas sem comemorar, afinal até poucas rodadas tínhamos todas as chances do tetra. Comemorar vaga não dá.
Como disse, tudo passa pelo jogo contra o Galo. Até mesmo um empate, combinado com derrota do Cruzeiro, nos deixa no G-4. Uma vitória praticamente nos dá a vaga, pois os dois próximos adversários do Inter estão rebaixados (Sport e Santo André, este último em casa). O grande problema é o jogo em Minas, pois a torcida deverá lotar o Mineirão. Fator positivo: quem está do outro lado é Celso Roth. Não preciso dizer mais nada. Fator negativo: o Inter. Sim, pois o time não é o mesmo do primeiro semestre e vive uma grane instabilidade. Assim como ganhou fácil do Santos, pode perder mais fácil ainda para o Atlético-MG.
Independente se estivermos ou não na LA 2010, precisamos promover muitas mudanças. A primeira delas é o técnico, que tudo indica será mesmo o Luxa. Finalmente! Dispensas deverão ser feitas, como D’Alessandro, Andrezinho, Alecssandro, Kleber, Índio e Bolívar. Mudar. Contratar. Tiago Humberto vem aí e faz o que o D’Alessandro faz e muito bem. Um bom centroavante, dois laterais e um ou dois zagueiros e outro volante para suprir a vaga de Sandro, que deixará o Clube.
Restam poucos dias para o Inter 2009. não vejo a hora de acabar este ano, o ano da síndrome, do maldito centenário.
Dever cumprido

Fernando Gomes/ClicRBS
Nada mais do que isso. A vitória do Internacional sobre Santos, no último domingo não passou de uma obrigação realizada por um time que há muito tempo está em dívida com a torcida. Os 3×1 aplicados na equipe de Luxemburgo não dizem muita coisa para quem assiste este Inter do segundo turno. Uma equipe que faz campanha de rebaixado, justamente nos momentos decisivos do Campeonato Brasileiro.
Alertados tardiamente, torcedores compareceram ao Beira-Rio com a intenção de apoiar, mas sem esquecer a possibilidade de um protesto, na hipótese de resultado negativo. A Popular, que sempre incentiva o time desde o primeiro minuto de jogo, resvolveu mudar a rotina. Começou pela reivindicação.
Ela foi pacífica, silenciosa e se utilizou de faixas como “Amor à camisa…que saudade” e “Esta camisa não merece estes mercenários”. Durou nada mais do que 15 minutos. Não sei realmente se teve resultado prático, mas com certeza tem legitimidade. Talvez, em razão da alta folha de pagamento do Inter - R$ 3,75 milhões - a manifestação poderia ter sido elaborada rodadas atrás, uma vez que os jogadores não têm justificado seus salários.
Graças à escalação racional de Mário Sérgio, o Internacional jogou um futebol aceitável, nada que renove as esperanças de título, porém o suficiente para ganhar e melhorar suas chances de entrada na Libertadores 2010. Assegurou, dessa forma, o retorno ao G4.
Danilo Silva, com boa atuação, Marquinhos e D’Alessandro garantiram o resultado. No restante, equipe foi de uma mesmice só. A zaga garantindo ao menos um gol para o adversário e um centroavante que alimenta a impaciência da torcida.
No próximo domingo, em Belo Horizonte, a Academia do Povo terá pela frente uma decisão. O Atlético-MG, dono da casa, fará de tudo para que o Inter comprove a sua falta de fibra nos momentos importantes do Brasileiro.
A expectativa, como sempre, é de ver um Inter ambicioso, ousado e buscando a vitória. Mas surpreender tem sido a tarefa mais executada pelo Colorado em 2009 . Exatamente por isso, ninguém sabe mais o que esperar.
Mesma rotina e postura diferente

Foto: Divulgação/Vipcomm
Na noite deste sábado, 14 de novembro, presenciei outro Grêmio em campo. Não saímos no Mineirão com os três pontos, mas sim com uma nova postura. Não vi aquele time omisso e acuado fora do Olímpico, como vi nos demais jogos fora de casa. O Grêmio que jogou nesta noite em Belo Horizonte foi outro e em certo momento da partida, jogou mais que o Cruzeiro.
Marcelo Rospide pode comprovar uma gafe histórica, até mesmo para aqueles que apoiaram a contratação de Paulo Autuori, como este que lhes escreve. O técnico interino já havia anunciado que o Grêmio seria mais precavido na marcação e cumpriu com a sua palavra. Os três volantes Adilson, Túlio e Rochemback fizeram muito bem a marcação no meio, dificultando a ofensiva cruzeirense. O Grêmio deixou de ser aquela avenida no meio e jogou com a inteligência de um time que costuma atuar fora de casa.
Na defesa, Réver estava seguro e provavelmente agradou o olheiro da Lazio, que esteve presente no Mineirão. Mas por causa de uma dividida, o zagueiro sentiu no tornozelo direito e deu lugar a Maylson, deslocando Thiego para zaga e Túlio para lateral-direita. Mesmo perdendo uma referência defensiva, o Grêmio melhorou a partir daí.
O time de Marcelo Rospide subia pelas laterais com Fábio Santos e Túlio, enquanto Maylson deu mais força ofensiva ao meio-campo. Tcheco estava numa noite mais apagada, o oposto de Douglas Costa, que fez uma bela partida. Sem dúvida, o garoto foi o melhor em campo com as suas arrancadas, dribles e finalizações, sendo que uma delas obrigou Fábio a dar uma ponte espetacular para evitar um golaço. O time jogou bem no primeiro tempo e nos 15 últimos minutos, o Grêmio foi mais time do que o Cruzeiro no Mineirão.
No segundo tempo, o Cruzeiro tentou pressionar, mas Marcelo Rospide armou bem o Grêmio, jogando Maylson pelo lado direito, o que fez desaparecer o seu papel ofensivo, mas deu mais força na marcação. Por ironia, o técnico interino estava dando trabalho para Adilson Batista, provavelmente o futuro técnico do Grêmio. O Cruzeiro se aproximava, mas a marcação tricolor era forte. Por sua vez, o time gremista ameaçava em contra-ataques rápidos com Douglas Costa.
Então o técnico cruzeirense decidiu ouvir a torcida da Raposa, que já gritava por Guerrón. E Adilson Batista colocou o equatoriano e também Soares em jogo para decidirem no lance seguinte. Numa jogada iniciada por Gilberto, Guerrón passa a bola para o ex-atacante gremista e Victor comete pênalti. E o próprio Gilberto marcou o primeiro gol da partida.
A derrota parecia inevitável. Além do revés, Douglas Costa com cãibra teve que dar lugar para Lúcio. Já Túlio foi expulso de maneira totalmente ridícula por reclamação. Ele já tinha amarelo e levou o vermelho na discussão com o árbitro Marcelo de Lima Henrique. Minutos depois, Fábio Santos comete falta em Wellington Paulista e como já tinha amarelo, recebe o mesmo destino de Túlio. Assim o Mineirão seguia em festa.
Mas o Grêmio voltou a ser aquele time brigador e não desistiu, mesmo quando a derrota estava praticamente certa. E num lance de bola recuperada, Maxi López a recebe e passa para Maylson, que devolve para o argentino e toca para Herrera, quando o Fábio saiu para interceptar a bola. O outro argentino tem dificuldade, mas consegue empurrar a bola para o gol e calar o Mineirão. No lugar da festa, um silêncio ensurdecedor dominou o estádio mineiro e muitos cruzeirenses começaram a deixar o local antes do apito final.
O jogo terminou empatado e o Grêmio segue com apenas uma vitória fora de casa neste Campeonato Brasileiro. Porém, esse jogo, junto com outro empate contra o Palmeiras no Palestra Itália, satisfez o torcedor gremista. O time de Marcelo Rospide jogou com inteligência e seria uma grande pena se saísse com a derrota. Assim, o técnico-interino cai ainda mais nas graças do torcedor gremista, que já esqueceu Paulo Autuori.
Saída lógica, mas decepcionante

Foto: Valdir Friolin/ClicRBS
A saída de Paulo Autuori (a ser oficializada nas próximas horas) apenas confirmou o que se desenhava, encerrando o seu curto ciclo no Olímpico iniciado em maio deste ano. A entrevista coletiva do técnico concedida nesta terça-feira, 10, e as mudanças dos discursos do presidente Duda Kroeff e do diretor Luiz Onofre Meira, alterando do otimismo para a cautela e passando por último para o conformismo, já são sinais suficientes para o torcedor concluir que o Grêmio precisará procurar um novo treinador para 2010.
Não se pode julgar a decisão de Paulo Autuori, tal ato seria uma hipocrisia. Ninguém, em sã consciência, recusaria uma proposta de R$ 700 mil mensais, com educação e qualidade de vida para a sua família. Em dois anos do novo contrato, o técnico ganhará quase R$ 18 milhões.
A ida de Autuori ao Al-Rayyan, porém, é um golpe para Duda Kroeff e Luiz Onofre Meira. Não que sejam culpados pela saída do técnico, afinal, a proposta dos árabes era algo insuperável. Mas ficará registrado que depois de quase dois meses de espera por Autuori, o mesmo permaneceu apenas por um pouco mais de seis meses no clube, prato cheio para os críticos.
Além da proposta tentadora dos árabes, o fato de Paulo Autuori não ter obtido êxito na Libertadores e encerrar o Campeonato Brasileiro deste ano sem ambição alguma também são elementos que justificam a sua saída. O treinador, de currículo invejável, jamais obteve a unanimidade entre os gremistas.
O final da história é que a contratação de Paulo Autuori se mostrou cara demais. Mesmo que não houvesse opção melhor logo após a demissão de Celso Roth, a mudança de treinador pode ter colocado a perder os Tricampeonatos da Libertadores e do Brasileiro. E a esperança por um trabalho em longo prazo deu lugar à decepção.
Agora Grêmio terá que buscar outro treinador e outro preparador físico o quanto antes para começar 2010 sem grandes impactos quanto à perda de Autuori. Enquanto isso, Marcelo Rospide se vê obrigado a quebrar mais esse galho e seguir no comando até o final de 2009.
Os nomes cogitados para substituir Paulo Autuori são de Adilson Batista e Silas. Os dois estão empregados no Cruzeiro e Avaí respectivamente, mas nosso Capitão América é aquele que mais agrada o torcedor pela ligação histórica com o Grêmio, por estar mais amadurecido como treinador e dá sinais de que pode sair do Cruzeiro. Assim é a minha preferência.
Rospide no comando!

Chegando o fim do ano e as especulações começam então a surgir, como tradição no futebol Brasileiro. Para 2010, o Grêmio procura contratar poucos, porém investir em ótimos jogadores. Réver, Victor e Mário Fernandes irão permanecer. Quem vem? Há cogitações de que até o final do ano o Grêmio já possua quatro ou cinco jogadores bem definidos, mas nenhum nome até agora dito.
Ano passado houve um grande foco para o setor dos atacantes, que convenhamos, não foi bem resolvido. Agora, a necessidade se estende também em outros setores como, por exemplo, o meio de campo. Porém, para tal setor houve à possibilidade da vinda do São Paulino Hugo. Mas como eu disse anteriormente, nenhum nome até agora confirmado.
A única afirmação que temos neste momento é à saída de Paulo Autuori, que deverá trazer um lucro de R$ 1,5 milhão. US$ 500 mil viriam de uma indenização paga pelo Al-Rayyan mais o valor da multa rescisória estipulada no contrato, que seria no valor de R$ 440 mil. Amanhã por volta do meio-dia deverá ser feito o pronunciamento da saída de Paulo Autuori.
Por enquanto diante o Cruzeiro Marcelo Rospide assumirá, até que se confirme um novo técnico. Os favoritos para assumir o Tricolor Gaúcho são Adílson, atualmente no Cruzeiro e Silas, do Avaí.
Até lá, bem vindo novamente Rospide!
Apertem os cintos, o piloto sumiu!

Daniel Marenco/ClicRBS
Quem conhece um pouco de cinema vai lembrar que este título fala de uma comédia lançada nos Estados Unidos, durante a década de 80. A história conta os apuros de um ex-combatente neurótico, que é obrigado a assumir o comando de uma aeronave, já que a tripulação não reúne condições aceitáveis para pilotar.
É assim que vejo a atual situação do Internacional. Sem comandante, sem rumo e com sérios riscos de chegar a lugar nenhum. Esta parece ser a sinopse perfeita de um time completamente desorganizado, em pleno ano do seu centenário. A gravidade do problema não tinha ficado exposta após a derrota para o Botafogo, no fim de semana anterior.
Foi preciso mais um tropeço, dessa vez contra o bom time do Barueri, para que as chagas do Inter fossem apresentadas mais uma vez ao torcedor colorado. Mário Sérgio, em sua última coletiva, mostrou a falta de equilíbrio como tônica de um Clube sem objetivos e sem conceitos lógicos de futebol. Dessa forma, ser campeão de qualquer campeonato importante será sempre uma tarefa árdua e, sem dúvida nenhuma, de fácil desistência.
Tenho para mim que o pacto feito durante a semana não passou de uma simples distração. Acreditar que uma conversa irá resolver os problemas que existem no Beira-Rio desde julho de 2009 é bobagem. O único destaque deste ano vai para o torcedor.
Esse sim teve capacidade de mobilização e atendeu ao pedido dos dirigentes, que queriam 100 mil sócios. Pouco depois do aniversário da Instituição já tinham atingido o objetivo. Em troca, a expectativa era receber um time competitivo, em suma, que honrasse a torcida que tem. Não foi que aconteceu.
Neste momento, pensar em 2010 é um dever. Contar com Libertadores, na minha avaliação, é uma temeridade. Acredito que a competição satisfaça a grandeza do Inter, mas se o atual elenco não tem condições de alcançá-la, imagine de disputá-la.
A contratação de Vanderlei Luxemburgo para a próxima temporada parece ser a última cartada de uma direção desprovida de ambição, aspecto que considero essencial no futebol. Caso o acordo não se concretize, o Internacional precisa encontrar alguém que tenha vontade de ser técnico. Os aventureiros e os indiferentes que fiquem em casa.
O problema não está em Tcheco e sim na dependência dele

Em São Paulo, crescem os boatos sobre a vinda de Tcheco para o Corinthians. Alguns chegam a dizer que até existe um pré-contrato entre as partes, o que não acredito, mas também não considero impossível. Com uma renovação praticamente assegurada para 2010, desta vez até o próprio meia reclama da demora do Grêmio em definir a sua permanência.
Coincidentemente ou não, essas informações surgiram depois da mudança de perfil para 2010 anunciada por Paulo Autuori. Não demorou muito para que alguns integrantes da imprensa já associassem essa notícia a Tcheco, como se ele fosse a representação do fracasso.
Enquanto as especulações sobre a ida de Tcheco ao Corinthians continuam, alguns colegas corintianos me perguntam sobre o jogador e digo a eles que será uma boa contratação, caso se concretize. E logo em seguida, digo-lhes que torço para que Tcheco permaneça no Grêmio.
Como já deixei claro, não sou devoto à filosofia anti-Tcheco. Acredito que muitos argumentos de torcedores que desejam a sua saída são defasados e injustos. Mesmo que o nosso camisa 10 não seja um craque, muito menos é um amarelão.
Não podemos nos esquecer que o Grêmio foi Campeão Gaúcho de 2007 e passou as fases decisivas da Libertadores do mesmo ano com Tcheco no time e decidindo alguns jogos. Assim como não poderia me esquecer do jogo em que vencemos o Palmeiras no Palestra Itália pelo Brasileirão 2008, com o gol do próprio camisa 10.
Ainda assim é verdade que Tcheco desaparece em alguns jogos? Sim, isso ocorre de fato, mas não por ele ter um espírito fraco na hora da decisão e sim porque os jogos decisivos geralmente são aqueles mais pegados e fortes na marcação. E Tcheco não é mais nenhum garoto com os seus 33 anos.
Diante disso, o problema não está exatamente no jogador e sim no Grêmio. Atualmente, o time gremista criou uma dependência pelo Tcheco que é preocupante. Sem ele no time titular, o Grêmio passa a ser uma equipe com perda significativa no seu poder de criação.
Por essa razão que Tcheco é um jogador que agrega qualidade ao time gremista, mesmo que ainda tenha as suas limitações e apresente certo declínio físico. Então ele pode alternar entre o time titular e o banco de reservas, possibilidade que não incomoda o meia.
Mas o Grêmio precisa mesmo é diminuir a dependência ao Tcheco, o que não implica em dizer que ele deva sair do Olímpico. Portanto é imprescindível que o clube traga outro meia de qualidade. Isso não apenas ajudará o time de Paulo Autuori, também evitará com que se cometa mais injustiças com Tcheco.


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